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Novos regulamentos (RCCTE e RSECE) publicados
Foram publicados no passado dia 4 de Abril os novos diplomas que irão reger a situação energética de edifícios. Estes novos diplomas dão seguimento à directiva comunitária nº 2002/91/CE, relativamente ao desempenho energético dos edifícios e irão provocar alterações consideráveis na situação actual, nomeadamente:
- Decreto-Lei nº 78/2006 – Documento base da criação do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar no Interior dos Edifícios (SCE), cujos objectivos são assegurar a aplicação regulamentar no que respeita às condições de eficiência energética, à utilização de sistemas de energias renováveis e, ainda às condições de garantia de qualidade de ar interior, de acordo com as exigências contidas nos regulamentos RCCTE e RSECE. Além do referido anteriormente, irá também certificar o desempenho energético e a qualidade do ar interior dos edifícios.
- Decreto-Lei nº 79/2006 – Novo Regulamento dos Sistemas de Climatização em Edifícios (RSECE) que revoga o antigo Decreto-Lei nº 118/98 e se apresenta com os seguintes objectivos:
- Definir as condições de conforto térmico e higiene que devem ser requeridas nos diferentes espaços dos edifícios, de acordo com as suas funções.
- Melhorar a eficiência energética global nos edifícios, não só nos consumos para climatização mas em todos os tipos de consumos de energia que neles têm lugar.
- Impor regras de eficiência aos sistemas de climatização que permitam melhorar o seu desempenho efectivo e garantir os meios para a manutenção de uma boa qualidade do ar interior.
- Monitorar com regularidade as práticas da manutenção dos sistemas de climatização como condição de eficiência energética de qualidade do ar interior dos edifícios
- Decreto-Lei nº 80/2006 – Novo Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE) que revoga o antigo Decreto-Lei nº 40/90 e se apresenta com os seguintes objectivos:
- Estabelecer as regras a observar no projecto de todos os edifícios de habitação e serviços sem sistemas centralizados de climatização de modo que:
- As exigências de conforto térmico (aquecimento e arrefecimento), ventilação para garantia da qualidade do ar interior, bem como as necessidades de água quente sanitária, possam vir a ser satisfeitas sem dispêndio excessivo de energia.
- Sejam minimizadas as situações patológicas nos elementos de construção provocadas pela ocorrência de condensações, com potencial impacte negativo na durabilidade dos elementos de construção e na qualidade de ar interior.
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