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Tecnologias de poliuretano e ações da Dow na América Latina ajudam o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 a balancear a pegada de carbono do evento

Ajudar o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 a mitigar 500 mil toneladas de CO2 eq em emissões de gases do efeito estufa para balancear a pegada de carbono da organização do evento é um compromisso ambicioso. Além de 1,5 milhão de CO2 eq para balancear outras emissões associadas à competição (como viagens dos espectadores) verificadas por especialistas externos até 2026.

A Dow, Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos e Parceira Oficial de Carbono dos Jogos Rio 2016, assumiu esse objetivo utilizando-se de algumas de suas tecnologias de “baixo carbono” para ajudar o maior evento esportivo a ser mais sustentável e a deixar um legado. A estratégia não demorou a dar resultados. Dias antes do início das competições, por exemplo, já havia sido confirmada a projeção de mitigação de mais de 684 mil toneladas de CO2 eq em até dez anos, segundo certificação da Environmental Resources Management (ERM), consultoria global para meio ambiente, saúde, segurança e riscos.

Eficiência energética

O poliuretano (PUR) e o poliisocianurato (PIR) têm um papel importante nessa conquista, bem como na continuidade das ações de mitigação. Um exemplo disso são os painéis de isolamento térmico para a Construção Civil, que proporcionam maior eficiência energética.

Eles possibilitam menor consumo de energia em sistemas de ar-condicionado e calefação, permitem o desenvolvimento de projetos de refrigeração com melhor isolamento térmico, são duráveis e reduzem o tempo de construção de edifícios.

São muitos benefícios que o setor, em geral, desconhecia ou sabia pouco. Por isso, a Dow e alguns de seus clientes uniram forças para divulgar – e disseminar – os painéis termoisolantes no mercado. No Brasil, a parceria com as empresas fabricantes de painéis termoisolantes Dânica-Zipco, Isoeste e MBP Isoblock está voltada para ações de divulgação, como seminários técnicos. Já na Argentina, a Dow trabalha junto com Acerolatina, Sipanel, Plaquimet e Frio Star.

“Demonstramos aos nossos parceiros, a construtores e a governos a importância de utilizar um sistema construtivo usando painéis de poliuretanos. Você monta em menos tempo, economiza material, trabalha com mão de obra mais qualificada e reduz o desperdício de água na obra, fora a economia de energia elétrica que pode chegar a 70% durante a operação do edifício”, ressalta Julio Natalense, Líder de Tecnologia e Sustentabilidade para Rio 2016.

Nos dois países, a iniciativa da Dow de unir concorrentes de mercado – pelo objetivo comum de aprofundar o conhecimento sobre os painéis termoisolantes – é o elemento principal de uma estratégia que está gerando resultados positivos para todo o mercado.

Energia Renovável

Outro exemplo é o projeto Elefante, que permitiu a cogeração de vapor e energia a partir de biomassa de eucalipto para a unidade da Dow de Aratu, na Bahia. “O projeto, em parceira com a ERB (Energias Renováveis do Brasil), foi um grande sucesso porque demonstrou que é possível operar uma planta química a partir de matéria-prima renovável. Isso é algo muito representativo, pois se trata de geração de energia em grande escala”, acrescenta Julio Natalense. O projeto é de cogeração de vapor e energia a partir de biomassa de eucalipto equivalente a 25% da energia consumida pela Dow em Aratu (BA), substituindo 150 mil m3 diários de gás natural e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa em 33%. Pelo acordo, a planta de cogeração de energia consumirá 10,4 mil hectares da madeira, originária de fazendas próprias da ERB.

PROCESSOS MAIS SUSTENTÁVEIS

O compromisso pela mitigação inclui ainda o suporte da Dow aos seus clientes na transição dos agentes de expansão (a outros menos relacionados à degradação da camada de ozônio) na cadeia de frio. “Esse projeto avançou em duas frentes. Em uma delas, trabalhamos em parceria com a empresa argentina Frio Star, que está eliminando todos os HCFCs (hidroclorofluorcarbonos) das formulações de poliuretano, antes da data exigida pela legislação argentina”, afirma Julio Natalense. No México, a Termo Puertas passou a utilizar uma formulação à base de água na fabricação de portas termoisolantes.