De passo em passo

Dow reforça seu posicionamento no mercado latino-americano de calçados com soluções específicas e parcerias

A última edição do relatório World Footwear Yearbook 2015, uma das mais abrangentes análises sobre a indústria calçadista realizada pela APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos), revela que a produção mundial do setor atingiu 24,3 bilhões de pares em 2014, o que representa um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.

A América Latina é o segundo maior produtor global (5%), atrás apenas da Ásia (88%). É para este mercado, em que a diversidade é também uma oportunidade, que a Dow está se voltando para reforçar as vantagens de suas soluções junto a fabricantes da região. Essa é uma estratégia de fortalecimento da Companhia no segmento, principalmente no Brasil, onde, entre outros fatores, a busca pela retomada do mercado externo está levando o setor calçadista a melhorar sua competitividade, seja por meio da diferenciação em produtos, seja por meio de uma melhor eficiência operacional.

“O Brasil tem uma grande tradição exportadora [leia quadro]. Esta característica dos fabricantes brasileiros faz com que eles estejam ainda mais interessados em lançar produtos diferenciados para atender demandas diversas, diferentes padrões de qualidade, materiais que se adequem a diferentes condições climáticas etc.”, diz Marcus Vinícius Kerekes, Gerente de Marketing da área de Consumo e Conforto para a América Latina.

Alternativas ao EVA
Um exemplo de como a Dow pode ajudar seus clientes é a tecnologia VORALAST™ Ultralight, solução inovadora que permite a fabricação de solados de poliuretano (PU) mais leves, resistentes e confortáveis, inclusive como alternativa ao EVA (leia mais aqui). Além disso, a Dow também oferece a tecnologia de poliuretano híbrido (entre poliol poliéster e poliol poliéter) para calçados de segurança, que preserva as características do poliéster, adicionando a resistência à hidrólise do poliéter.

A retomada está se dando através da AGILE, do grupo Italiano Pozzi no Brasil. “Esperamos solidificar a nossa presença com as tecnologias de poliuretano convencionais, abrindo espaço para as soluções inovadoras de poliuretano híbrido e para a tecnologia VORALAST™ Ultralight, por exemplo”, complementa Marcus.

O mercado na América Latina
As perspectivas nos principais mercados da região são positivas, segundo entidades representativas. Para Heitor Klein, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a expectativa é de um aumento das exportações brasileiras de calçados em 2016. "Podemos imaginar que seja o início de uma recuperação gradual rumo aos US$ 2 bilhões em exportações, performance viável para o setor”, diz.

No México, as previsões são de um incremento das vendas ao exterior de pelo menos 3% no mesmo período, segundo projeções da Câmara da Indústria do Calçado do Estado de Guanajuato (CICEG).

Por sua vez, a Argentina registrou uma alta de 5% da produção em 2015 (para 125 milhões de pares), o que representou um recorde, de acordo com a Câmara da Indústria do Calçado (CIC). O resultado gera expectativas de que o ano de 2016 seja de números positivos, principalmente por conta do redirecionamento econômico dado pelo governo de Mauricio Macri.

DESTAQUE Retrato da América Latina

Brasil US$ 2 bilhões em exportações em 2016*
México +3% nas vendas em 2016**
Argentina +5% da produção em 2015***

* Abicalçados
** CICEG
*** CIC