Portas abertas para os negócios

Bom momento econômico do México renova perspectivas na região norte da América Latina e abre novas oportunidades para as soluções de poliuretanos da Dow

Visto com olhar atento, o mercado mexicano é muito promissor no segmento de poliuretanos. Isso porque o governo está seguindo uma ampla agenda de desenvolvimento dos setores de energia, infraestrutura e telecomunicações, três áreas em que a Dow se destaca por oferecer uma série de soluções.

Contribuem o forte vínculo comercial e a proximidade com os Estados Unidos, um diferencial marcante da economia mexicana em relação a outras nações da região, além de mais vantagens competitivas, como o custo menor da mão de obra e da energia e as conexões logísticas com cidades e portos norte-americanos.

Não por acaso, muitas empresas que tinham se mudado para a China e para outras nações asiáticas decidiram fazer o caminho de volta, em busca de oportunidades renovadas no México, assim como de insumos para construção civil. A Dow também está atenta a estes fatores e coloca em prática uma estratégia para aproveitar as condições favoráveis para as vendas.

Presença marcante
No México, a Dow tem uma forte presença – que também se estende ao Caribe e à América Central. No caso específico das cadeias de valor atendidas por PU, alguns dados surpreendem: o México é o sexto maior produtor mundial de aparelhos eletrodomésticos – os quais têm soluções de eficiência energética da Dow.

“Além da demanda interna, tendo em conta que é um país de 120 milhões de habitantes, a exportação também é muito expressiva destas linhas de produtos de grande consumo. O México é o sexto maior exportador mundial. Além disso, é o 12º produtor global de colchões”, destaca Paulo Vegette, Diretor de Vendas para a Região Norte da América Latina.

Maior competitividade
A abertura da economia mexicana, assim como de algumas economias da América Central e do Caribe, tem todos estes aspectos positivos, mas também possui alguns pontos que precisam ser levados em conta para que novos negócios não sejam desperdiçados. Ao mesmo tempo que é possível colher mais frutos, a competitividade também é maior.

Tanto em termos da presença crescente de concorrentes como também de maior disponibilidade de produtos e soluções. “Há oferta de todas as partes do mundo. E como cativamos os clientes? Por meio da inovação e da qualidade de nossas tecnologias e de serviços diferenciados”, observa Paulo.

Para contornar este quadro, o desafio é conseguir fazer um melhor mapeamento de toda a cadeia e, portanto, dos espaços em que a presença da Dow é realmente percebida como estratégica pelos parceiros. Desta forma, eles têm a Companhia não como uma fornecedora, mas como uma verdadeira aliada.

“Entender as tendências do mercado, os hábitos e as necessidades de consumo locais são parte de nossa agenda. Na maioria das vezes, tais atributos de consumo não são explícitos, daí o desafio de nossa força de marketing para direcionar nossas ações rumo ao caminho correto”.

  Perspectivas favoráveis
  O momento é favorável para uma estratégia dedicada aos
  mercados do Norte. Segundo estimativas recentes da OMC
  (Organização Mundial de Comércio), o comércio mundial
  crescerá 3,3% em 2015e 4% em 2016. Neste cenário, as
  exportações da América do Norte Estados Unidos e México)
  devem crescer 4,5% somente neste ano.

  É um dado expressivo, uma vez que até poucos anos atrás a
  estagnação da economia norte-americana tirava o fôlego também
  do México, o que não deve acontecer nos próximos semestres
  na visão dos economistas da OMC.

  “Somente para que tenhamos uma ideia, houve um crescimento
  de 15% ao ano nas exportações de colchões entre 2012 e 2014,
  representando um ingresso anual de 120 milhões de dólares”,
  acrescenta Paulo.