Apoio de Dow pelo meio ambiente

Companhia ajuda clientes na transição de agentes de expansão (blowing agents) menos prejudiciais ao planeta utilizados em espumas de PU para a construção civil e a cadeia de frio

Earth

A função dos agentes de expansão (blowing agents) é fazer com que a espuma de poliuretano se expanda para o preenchimento de moldes utilizados no setor de construção civil e na fabricação de equipamentos destinados à cadeia de frio. Devido à sua rigidez, depois de curada, a espuma também adquire uma função estrutural. Além disso, 60% da capacidade de isolação térmica da espuma é conseguida graças ao agente de expansão, que possui baixa condutividade térmica (quanto menor a condutividade, melhor o desempenho térmico).

A construção civil tem utilizado cada vez mais painéis preenchidos com espuma de poliuretano (ou outras substâncias) para melhorar a isolação térmica, o que mostra o compromisso de construtoras e empresas de engenharia renomadas com tecnologias e inovações sustentáveis.

Necessidade de transição
Em se tratando do meio ambiente, o agente de expansão também tem passado por mudanças para se adequar às novas políticas de proteção ambiental. Essa tendência teve início nos anos 80 (veja o quadro), época em que o Clorofluorcarboneto 11 (CFC-11) era utilizado como um eficiente agente de expansão. No entanto, estudos científicos provaram, posteriormente, sua relação com a degradação da camada de ozônio, o que obrigou muitos governos (inclusive o brasileiro) a assinar, em 1987, o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, comprometendo-se a adotar medidas de redução do uso de agentes como o CFC-11.

Para não paralisar a produção, o setor optou, em grande parte, pelo Hidroclorofluorcarboneto (HCFC) como substituto do CFC. Durante anos, o HCFC 141b exerceu essa função e foi a tecnologia predominante na América Latina (alguns fabricantes passaram a utilizar Hidrocarbonos-Pentano ou base água). Porém, por também conter cloro em sua estrutura molecular e estar relacionado ao aquecimento global, estabeleceu-se que o HCFC deveria ser eliminado dos processos produtivos até 2040. Cada país tem adotado iniciativas próprias para acelerar o fim do uso do HCFC-141b. O Brasil é um deles e tem participado ativamente das iniciativas e atualizado as regulamentações para que essas mudanças sejam efetivas. O México, por exemplo, estabeleceu 31 de dezembro de 2016 como a data-limite para o fim do uso do HCFC-141b.

O papel da Dow
A Dow participa dessa história apoiando seus clientes latino-americanos na transição do HCFC 141b para uma quarta geração da molécula que não seja prejudicial para a camada de ozônio nem contribua para o aquecimento global, como a Hidrofluorolefina (HFO), disponível no mercado a preços elevados por ser uma alternativa nova. Outra tecnologia existente é utilizar o dióxido de carbono (CO2) gerado pela água como agente de expansão (sistemas base água). Nesse caso, porém, há a desvantagem da redução da capacidade de isolação térmica.

No Brasil e em outros países latino-americanos, a alternativa encontrada foi a adoção do Hidrofluorcarboneto (HFC) 365/227 como medida intermediária para uma futura transição à HFO. Uma das vantagens do (HFC) 365/227 é a não necessidade de investimentos nas plantas, um fator determinante para muitas empresas. No México, alguns clientes estão optando pelo agente de expansão Pentano, enquanto outros têm escolhido agentes base água, além do HFC-245fa e do HFC-365/227, entre outras tecnologias oferecidas pela Dow.

A decisão final depende do produto, da capacidade do cliente investir em equipamentos (alguns materiais requerem alterações nas máquinas), das propriedades físicas, etc. Nesse sentido, a Dow orienta seus clientes sobre as políticas ambientais que estabelecem a eliminação do HCFC e sobre as mudanças que devem ser adotadas em sua infraestrutura para a devida adequação às transições.

  Linha do tempo
  1928
  O Clorofluorcarboneto (CFC) é sintetizado pela primeira vez.
  Décadas de 80-90
  Apesar de eficiente, o CFC-11 é associado à degradação da   camada de ozônio devido à presença de cloro em sua estrutura   molecular. Na mesma época, surge o Hidroclorofluorcarboneto   (HCFC) como substituto do CFC.
  1987
  Governos assinam o Protocolo de Montreal sobre Substâncias   que Destroem a Camada de Ozônio, comprometendo-se a adotar   medidas para reduzir o uso desse tipo de substância, como o   CFC-11.
  2001
  Brasil deixa de usar o CFC.
  2040
  Eliminação do HCFC, conforme o Protocolo de Montreal. Por   conter cloro como os clorofluorcarbonetos, não destrói a camada   de ozônio, mas, segundo pesquisa, está associado ao   aquecimento global.

Fonte: Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão e Ministério do Meio Ambiente do Brasil.