Admirável mundo novo dos colchões

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Novas regras para produtos de espuma e molas movimentam o setor, elevam a qualidade e aproximam a Dow de parceiros

Desde o início de 2014, fabricantes e importadores de colchões e colchonetes de espuma flexível de poliuretano só podem vender seus produtos se estiverem de acordo com a Portaria Inmetro nº 79/2011, que estabelece os requisitos técnicos para a produção dos colchões. Por sua vez, as lojas têm até 7 de fevereiro de 2015 para esvaziar seus estoques de itens que não tenham as especificações determinadas – sua venda estará proibida após esta data.

Para se ajustarem às novas regras, as empresas do setor precisaram adaptar seus produtos, nos últimos anos, a especificações que são analisadas pelo Inmetro (NBR 13578 e NBR 13579):

  • Identificação (uso de etiqueta costurada com informações sobre nome do fabricante, marca, dimensões do colchão, densidade nominal, suporte de carga da espuma, data de fabricação, composição do tecido de revestimento e prazo de garantia);
  • Dimensões (comprimento, largura e espessura);
  • Densidade (quantidade de matéria-prima utilizada para produzir 1 m3 de espuma);
  • Força de indentação (suporte de carga) e fator de conforto;
  • Deformação permanente à compressão;
  • Resistência mecânica (tensão de ruptura, alongamento e resistência ao rasgo);
  • Fadiga dinâmica (perda de espessura e perda de suporte).

“O impacto da norma de certificação dos colchões no mercado foi grande porque quem fabrica precisou se adaptar. No caso de alguns produtores de colchãoque já tinham laboratórios de testes disponíveis, foi mais fácil implementar o que o Inmetro estipula. Já outros produtores encontraram mais dificuldade porque precisaram investir recursos em equipamentos de testes e na certificação”, explica Rogério Baixo, químico de Desenvolvimento da Dow.

Parceria e suporte

A Dow se posicionou de imediato a favor das novas normas e da certificação e colocou-se à disposição de seus clientes para ajudá-los a estar de acordo à nova norma. Isso porque o maior comprometimento do mercado com a qualidade da espuma aumenta a percepção positiva dos consumidores em relação a este material fundamental dos colchões.

“Nós recebemos muitos pedidos de ajuste de reformulação e de análise de espuma. Alguns parceiros chegaram a usar o nosso laboratório como apoio, e oferecemos suporte, além de orientação, sobre como deveriam agir para obter suas certificações”, lembra Rogério.

Em outras palavras, esse é um exemplo de relação em que todos, diante de um novo desafio do setor, ganham. De fato, a interação entre a Dow e seus parceiros foi fundamental para uma boa transição à nova realidade do setor, uma vez que, com as novas regras, o Brasil se posicionou como um dos mercados pioneiros neste aspecto.

“O País impôs um grau de exigência que poucas nações adotam. Estamos em um patamar elevado no mundo”, afirma Antonio Gomes, diretor do Iner (Instituto Nacional de Estudos do Repouso).

A entidade, fundada em 1984 por fabricantes de colchões e de matérias-primas interessados em formar uma instituição sem fins lucrativos, normativa e fiscalizadora para a regulamentação e a especificação, realiza testes no Laboratório Técnico de Ensaios do Senai - Centro de Educação Profissional (Labten), em Curitiba (PR), considerado um dos modernos de análises físicas do País.

O Iner também criou o Certificado de Qualidade Pró-Espuma. “Nossas especificações estão acima às da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que são usadas pelo Inmetro. O importante é que o consumidor e a indústria ganham com essa nova realidade do segmento de colchões. Houve uma qualificação dos fabricantes e dos produtos, o que leva a uma procura maior por diferenciação e competitividade”, analisa Antonio.

A vez das molas

Depois dos colchões de espuma, o Inmetro trabalha agora na publicação de requisitos técnicos para a certificação dos produtos com molejos. “Queremos definir os requisitos técnicos que devem ser cumpridos, de modo que incentive à melhoria do produto nacional, propiciando um cenário de concorrência justa e capacitando empresas nacionais a competir com igualdade, tanto no mercado brasileiro quanto no exterior”, comentou Alfredo Lobo, diretor de Avaliação da Conformidade do INMETRO.

Assim como no caso do segmento de espumas, fabricantes, importadores e comerciantes terão prazos para sua produção e vendas à regulamentação depois da publicação – sem data prevista – da portaria definitiva.